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Dicas de criação de personagem para iniciantes

Texto original: Geek & Sundry | RPG Character Building Tips for Beginners, por Teri Litorco.

Crédito da Imagem: Sterlic

Se você nunca jogou RPG de mesa, criar seu personagem pode parecer tão fácil quanto personalizar a aparência do seu Comandante Shepard. Mas criar um personagem que seja tanto intuitivo e divertido de jogar é algo muito mais desafiador do que parece.

Uma coisa é escolher uma classe e uma raça – essas coisas podem afetar suas habilidades, mas esses elementos são só o acompanhamento de quem seu personagem realmente é.

O negócio aqui é que cabe a você criar e desenvolver um personagem cuja história alimente suas motivações, e que ambos elementos influenciem cada decisão que ele tome. O momento mais interessante e memorável de uma campanha ou aventura de RPG não é quando você tira um 20 na rolagem do seu teste (apesar de ser realmente bem legal) mas sim nos momentos em que você está realmente interpretando o seu personagem. É a interação entre seu personagem e os personagens dos seus colegas, o cenário e as situações desafiadores que surgem que diferenciam jogar RPG de jogar Banco Imobiliário.

Por conta disso, ter uma noção bem sólida de quem é seu personagem, suas motivações e a forma como ele toma as decisões vai te ajudar a manter a sensação de que seu personagem é consistente e genuíno. E, se você é novo nesse negócio de RPG, lembrar de uma história de vida complicada e tendência muito diferente pode ser especialmente assustador e desafiador. E isso é algo que pode te atrapalhar de alcançar a diversão de estar imerso na história.

Então, eis algumas dicas para você usar quando estiver criando seus primeiros personagens de RPG, ou ajudando seus colegas a fazerem os deles.


Dica 1: Seja você mesmo


Interpretar você mesmo num universo ficcional pode ser muito divertido. Com que frequência você tem a oportunidade de ser uma versão mais forte, rápida e poderosa de quem você é? Claro, você não precisa interpretar um personagem que seja literalmente você num outro mundo, mas pode fazer um que seja parecido, com um antecedente adaptado ao novo mundo e uma tendência leal e boa ou neutra e boa (vamos lá: você provavelmente é bom se acredita que assassinato é maligno). Isso lhe dá uma chance de ir se aclimatando ao jogo aos poucos e concentrar-se em acostumar-se com as mecânicas no lugar de , no lugar de gastar energia fazendo malabarismo com elementos complicados e uma nova personalidade. Com isso você pode já ir interpretando desde o início do jogo.

Codex é basicamente a Cyd com mais confiança e poderes mágicos.


Dica 2: Seja seu gêmeo maligno


Digamos que você está sem paciência para ser dos bonzinhos e sente que há uma versão diabólica de você que quer sair. Criar uma versão maligna de você te permite jogar com algo que parece novo e diferente, mas que será mais fácil que lidar com traços de personalidade diferentes, já que você só precisa dar ouvidos para o diabinho no seu ombro, no lugar da sua consciência.


Dica 3: Jogue com um personagem ficcional familiar


Você também pode tentar interpretar um personagem que seja familiar sem ter que necessariamente interpretar você. É fácil encontrar um arquétipo de seu quadrinho, livro, série de TV ou filme favorito. Precisa de uma maga poderosa? Tente a Willow, de Buffy, a Caça-Vampiros. Precisa de um patrulheiro calado que vive nas matas? Pense como o Chewbacca se comportaria. Encaremos os fatos: é até divertido pensar como você interpretaria o Robocop em um jogo de fantasia (claro: ele seria um paladino).


Dica 4: Fale com o seu mestre (e não apenas na criação de personagem)


Se você tiver a sorte de ter um mestre experiente, então você tem um ótimo recurso de apoio. Os melhores mestres se interessam em prover uma experiência de jogo divertida e auxiliar você a desenvolver sua personagem, não importa o momento da campanha. Essas pessoas podem te ajudar a encontrar e desenvolver ganchos de história que poderão fazer a personagem com quem joga logo parecer mais vibrante e interessante.


Dica 5: Pegue um arquétipo e um gancho de história simples e fáceis de lembrar


Equilibrar atributos, lembrar do protocolo de etiqueta de um universo diferente e tentar descobrir tudo o que seu equipamento faz pode ser bastante trabalhoso. Formule uma única sentença que descreva quem sua personagem é, de onde ela vem e quais eventos moldaram sua vida. Quando tiver dificuldades para tomar uma decisão, repita a frase que resume sua personagem e isso vai ajudar você a escolher o que fazer.

Um ótimo exemplo de como fazer isso é o site Who the $#@! is my D&D Character? (cuidado:conteúdo em inglês e com linguagem obscena). Este gerador aleatório cria personagens memoráveis cujos antecedentes e motivações estão bem claras e diretas.

Criar um personagem é importante, mas no final das contas, interpretar é ser capaz de incorporar um personagem que tenha criado, ver o mundo através de seus olhos e agir de acordo. Entrar e sair do personagem (entrar para interpretar e sair para aqueles momentos nos quais você precisa calcular se a sua rolagem passou ou não no teste) fica muito mais fácil quando você tem que lidar com um personagem mais simples. E manter essa simplicidade vai tornar suas primeiras experiências de jogo mais divertidas.

O que você acha? Que dicas você daria para jogadores novatos criando seus primeiros personagens?

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Crédito da imagem do cabeçalho: Flickr -Sterlic

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Bladesingers – os campeões do modo de vida élfico

D&DBladesingers são campeões de sua raça. Eles buscam tornarem-se exemplos vivos de tudo aquilo que os elfos representam: arte, graça, beleza, magia e mortalidade. Seguindo um treinamento rigoroso, eles aprenderam a misturar a maetria sobre armas e magias para tornarem-se guerreiros mortais. Tudo isso para serem agentes importantes das causas de sua raça. Dedicando suas vidas à lutar pelos elfos e jurando livrar o mundo dos inimigos de sua raça. O caminho do bladesinger é bastante nobre, mas também é um caminho bastante difícil.

Eis um breve guia de como fazer um com as regras disponíveis do D&D 5e.
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