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Warcraft 5e: Capetagem e outras bruxarias – pt. I

Atrasado, eu sei, mas esse post deu bastante trabalho. De fato, tanto trabalho que decidi separar os bruxos de Azeroth em dois posts. Neste, vamos trabalhar mais com a discussão de como lidar com Bruxos de diferentes patronos dentro do cenário e oferecer algumas ideias de agentes conhecidos que podem ter os personagens como agentes. No seguinte vou apresentar algumas características e magias novas pensadas especialmente para a classe (mas vou já mencionar tais magias agora, para dar um gostinho).

E aí, vamos ver como ficou o posicionamento da classe no cenário?

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Warcraft 5e: Canções e Selvageria

Semana passada terminei a adaptação das raças de Warcraft. Não foram cobertas todas as raças do mundo, mas apresentei o que acredito ser uma quantidade boa para se colocar num livro básico. Afinal, a ideia desta adaptação é gerar um guia legal para você mestrar D&D 5ª Edição em Azeroth, e não adaptar cada detalhe dos jogos de videogame do cenário.

Dito isto, vou começar agora a avançar pelas classes básicas. Vamos começar apresentando duas classes que, de verdade, existem e não existem no cenário ao mesmo tempo: os bárbaros e os bardos. Os primeiros existem, mas não por este nome, sendo tratados indistintamente dos guerreiros ao longo do que é conhecido do cenário – então, cabe aqui apenas individualizar as informações e tentar apresentar informações gerais de como usar a classe. Já os segundos, tirando uma piada de primeiro de abril, nunca foram realmente usados no cenário – não se fala de tradições, colégios ou quaisquer outras organizações de aventureiros que se identifiquem como bardos – então, vou tentar criar um pouco de cenário para que eles possam fazer parte do mundo caso queira usar a classe. Caso prefira manter uma versão mais purista do jogo, você pode só ignorar e não reconhecer a existência dos bardos.

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Bárbaros

Rexxar, Campeão da Horda. Arte do jogo Heroes of the Storm.

As terras de Azeroth são marcadas pela guerra e selvageria. Uma combinação propícia para o surgimento de povos bárbaros. Sem o refinamento das técnicas de um guerreiro, contando apenas com sua fúria, muitos orcs, trolls e anões do Clã do Martelo Feroz seguem este caminho. Além destes, os tauren – em especial os yaungol – e os elfos noturnos contam com um bom número de bárbaros dentre os seus, dada a proximidade de suas culturas dos caminhos primais.

Dentre as raças mais urbanas, os bárbaros são mais raros. Seu papel sendo substituído pelo do guerreiro, à medida que elas vão se afastando do contato com os espíritos primitivos da terra.

Caminhos Primitivos

Bárbaros de raças que praticam a religião do Culto aos Antigos geralmente possuem maior afinidade com o Caminho do Guerreiro Totêmico, recebendo seus dons diretamente dos Antigos Guardiões: Aviana (águia), Goldrinn/Lo’Gosh (lobo) e Ursoc e Ursol (urso). Os demais tendem a seguir o Caminho do Furioso, uma opção bastante popular entre os orcs e trolls.

Observação: Battlerager e mais totens

O Sword Coast Adventurer’s Guide apresenta um novo caminho primitivo: o Path of the Battlerager (pg. 121), que é uma ótima opção para oferecer aos anões do clã do martelo selvagem.

Além disso, no livro há também um incremento de dois totens para os bárbaros poderem escolher quando seguem o Caminho do Guerreiro Totêmico (pg. 122): o cervo e o tigre. A opção do cervo é muito boa para representar bárbaros abençoados por Malorne/Apa’ro, enquanto a do tigre é perfeita para os apadrinhados de Ashamane.

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Bardos

Brann Barbabronze, um dos maiores exploradores de Azeroth.

Em Azeroth, os bardos vêm das carreiras de historiadores, arautos, mensageiros e conselheiros. Sua habilidade diplomática os permite muitas vezes entrar em territórios onde outros membros de sua facção seriam presos ou mortos. E eles sempre podem contar com um pouco de ajuda da magia e furtividade para abrir as portas que eventualmente se fechem pela via social. Não é à toa que esta classe é uma opção interessante para espiões.

A maioria dos bardos se reconhece como membro de um colégio, que é mais uma rede de informações informal do que um real local de aprendizado. Cada colégio possui objetivos e ensinamentos próprios, muitas vezes enviando seus membros em missões arriscadas, sem que ninguém tenha certeza de quem toma as decisões de quando delegar as missões. Os membros apenas recebem a missão por um de seus vários canais seguros e as cumprem. Confiando na capacidade dos demais membros de manter seus meios de comunicação sigilosos.

Claro, há competitividade e inimizades dentro dos colégios, mas em um mundo tão marcado por guerras e ameaças, seus membros aprenderam a se identificarem e deixarem as diferenças de lado, mesmo que apenas momentaneamente, em favor de garantir os interesses de suas organizações. Afinal, uma rede de espiões e pessoas influentes é bastante útil para qualquer agente.

É dito que a tradição bárdica iniciou com os altaneiros, que empregavam agentes versados na furtividade e magia para fazerem espionagem política. Mas, com o passar dos anos e o crescimento desta tradição entre os seres das mais variadas raças, o colégio de espiões original acabou tornando-se algo completamente diferente da tradição original. Alguns bardos lamentam essa deturpação (mesmo sem saber direito como era originalmente) e outros aceitam isso como uma evolução natural.

Colégios de Bardo

Existem inúmeros colégios de bardo espalhados por Azeroth. E é impossível saber muitas informações sobre eles por conta de sua natureza informal. Entretanto, os dois colégios de maior reputação são o Colégio da Bravura e o Colégio do Conhecimento.

O Colégio da Bravura é o mais popular dentre os bardos da Horda, que alegam que sua origem vem dos bardos do clã órquico do Brado Guerreiro, que elevavam os ânimos de seus irmãos e amedrontavam seus inimigos com suas músicas tribais.

Já o Colégio do Conhecimento é mais comum entre os bardos da Aliança, que se vêem como descobridores de conhecimentos há muito perdidos. Apesar dos altos elfos remanescentes alegarem que este colégio é uma tentativa de aproximação dos bardos altaneiros de outrora, o resto da Aliança o encara como uma tradição recente que foi desenvolvida pelos agentes das Escamas do Tempo e popularizada por arqueólogos como Harrison Jones.

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É isso por hoje. O que acharam? Como as duas classes estão sendo encaixadas no cenário, não há muita adaptação mecânica a ser feita.

Mas a próxima classe: o Bruxo, vai ter bastante material novo. Afinal, os bruxos possuem um papel importante no cenário.

Tormenta 5e parte VIII: Domínio da Magia e lista de deuses do Panteão

Tormenta para D&DChegamos na oitava parte de nossa série! Já tem bastante coisa de Tormenta adaptada para o D&D 5e. Já tratamos as raças e começamos a tratar as classes. No post anterior seguimos apresentando alguns domínios clericais novos. Já foram quatro domínios novos ao todo: Caos, Chamas, Escuridão e Feral.

Hoje vamos conferir o último dos domínios novos de Tormenta: Magia. E para fechar nossos posts sobre os clérigos, teremos também uma tabela com as divindades do Panteão e os domínios ofertados por elas.
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Tormenta 5e parte VII: Domínios da Escuridão e Feral, e 2 truques novos!

Tormenta para D&DChegamos na sétima parte de nossa série adaptando o mundo de Tormenta para um cenário do D&D 5e. Já tratamos as raças e começamos a tratar as classes. No post anterior, começamos a tratar de uma das classes mais características do cenário: o clérigo. Apresentamos os dois primeiros domínios novos que teremos: caos e chamas. Mas os poderes que os deuses disponibilizam para seus seguidores são muito variados, então vamos continuar nossa série explorando mais dois domínios novos.

E, para não ficarmos só falando de clérigos, mais abaixo estão dois truques novos para bardos, bruxos, druidas, feiticeiros e magos.
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Tormenta 5e parte V: Bruxos

Tormenta para D&DNas quatro partes anteriores desta adaptação, eu falei sobre como lidar com as raças do D&D e de Tormenta caso quisesse usá-las no cenário e comecei a abordar as classes falando dos Bárbaros e Bardos. Nesta parte, vou trazer as informações de cenário a respeito dos Bruxos. Ia abordar também os clérigos, mas as regras dos devotos divinos estão se provando serem as mais demorada de sairem. Os deuses de Arton possuem um papel importante dentro do cenário e a gama de poderes que eles concedem aos seus sacerdotes é muito ampla. Por isso mesmo, adaptar os clérigos de Tormenta para funcionarem sob o paradigma de regras do D&D é razoavelmente simples, porém, é necessário muito trabalho braçal para cobrir tantos poderes e convertê-los direitinho em magias e domínios novos. Então, os clérigos vão ficar para a próxima parte. Hoje só vai ter bruxo aqui.
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Tormenta 5e parte IV: Bárbaros e Bardos

Tormenta para D&DNas primeiras três partes desta adaptação, eu falei sobre como lidar com as raças do D&D e de Tormenta caso quisesse usá-las no cenário. Vamos agora passar para as classes. Nesta parte, vou trazer as informações de cenário a respeito dos bárbaros e bardos de Arton, bem como sugerir de maneira breve como diferenciar personagens com Primal Paths e Bard Colleges diferentes.
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D&D: Considerações sobre a pesquisa de Junho de 2015

Original: D&D Monthly Survey (28/07/2015) da Wizards of the Coast. Por Mike Mearls.

D&DMais uma vez, é hora de raciocinar em cima do que vocês acham do D&D.

Na última vez pedimos para vocês nos dizerem quais cenários, conceitos e raças de personagens clássicos vocês queriam ver atualizados. Conforme esperado, parece que muita gente se interessa por esses tópicos, então tivemos a maior quantidade de votos de uma pesquisa desde quando começamos com elas. Então, o que aprendemos?
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Guia do Bárbaro Parte II – O Meio e o Indivíduo

D&DVamos continuar a explorar os bárbaros com uma análise sobre como o ambiente do qual o bárbaro vem pode influenciar em como ele é. Além disso, vamos dar uma olhada rápida nos tipos de sociedades bárbaras que podem existir em seu jogo (classificadas de acordo com o tamanho) e discutir brevemente sobre como lidar com bárbaros urbanos.

Se você ainda não leu o primeiro post do Guia do Bárbaro, é recomendado que leia ele também. Mas pode começar por este se quiser. Eles não precisam serem lidos em ordem.

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Guia do Bárbaro parte I – A força, a magia e a fúria

D&DQuando falamos em bárbaros pode haver uma pequena confusão. O termo pode servir tanto para indivíduos dotados da classe de personagem Bárbaro, quanto para aqueles vindos de sociedades à margem das grandes civilizações, comunidades denominadas como bárbaras. É claro que nem todo mundo crescido numa sociedade bárbara adota a classe Bárbaro. De fato, por ser uma classe de aventureiro, a tendência é que hajam poucos indivíduos dotados da classe em qualquer comunidade.

Porém, mesmo sem terem todos a mesma classe, todos os indivíduos daquela sociedade são bárbaros. É a comunidade na qual eles vivem que os define, a cultura de onde tiram suas tradições. E justamente por bárbaros serem definidos em grande parte pelos territórios de onde vêm e pela cultura na qual foram criados, vamos discutir um pouco estes elementos e seu impacto sobre um personagem bárbaro – seja ele dotado da classe bárbaro ou não.
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