Sobre

O Covil é a mais recente encarnação de um projeto que tem me acompanhado por boa parte de minha vida.

Soou bonito, né? Até pareceu algo importante.

Na real, o Covil é um nome que bolei para um site de RPG que mantive entre agosto de 2000 e abril de 2004. Ele fez bastante sucesso na época por traduzir o conteúdo do site da Wizards of the Coast durante os tempos conturbados da 3ª Edição do D&D, quando muito do material e até mesmo licenças do jogo chegavam aos jogadores exclusivamente pelo meio virtual. Foi um momento ideal, porque havia muita oferta de material e notícias em inglês, muitos jogadores brasileiros buscando maiores informações na internet (que estava popularizando-se) e poucos sites brasileiros dispostos a explorá-lo. Infelizmente, por estar muito atarefado com os estudos, eu tive de fechar o site e seguir a vida.

Em junho de 2007 eu ressuscitei o site após receber muitos pedidos de colegas donos de blogs de RPG. Desta vez o site manteve-se por menos tempo, durando apenas até meados de 2008, quando eu também tive de intensificar os estudos. Essa encarnação do site também fez um sucesso bem legal, e muito por conta do período propício: dada a minha capacidade de oferecer traduções rápidas e eu já acompanhar fontes confiáveis de notícias envolvendo o D&D, pude aproveitar todo o período de transição da 3.5 para a 4ª edição e noticiar bem todos os lançamentos e notícias de playtests que eu pude achar a respeito do jogo. Mas, em 2008 eu terminei ficando bastante esgotado e o site foi ficando sem atualizações. Reconhecendo minha falta de condições para mantê-lo, eu fechei o site e mandei o conteúdo para o RPGista. Até hoje eu sou um dos autores mais ativos daquele site só por conta do material que eu mandei para lá com o fechamento do Covil.

No final de 2014, com saudades de ter um blog de RPG, eu abri a Torre do Fred. Foi algo bem legal, que me proporcionou muita nostalgia e ao mesmo tempo me ajudou a tirar algumas teias de aranha do meu lado criativo (vocês não acreditam a quantidade de projetos inacabados que tenho entre as pastas do Google Drive, as do One Drive e no meu Dropbox!). Além disso, manter um site de RPG agora no início da casa dos trinta é uma experiência bem diferente da que era quando eu estava no final da adolescência e início da casa dos 20. Talvez eu escreva sobre isso aqui no site.

A Torre do Fred nunca fez sucesso de verdade, mas me foi um projeto bastante satisfatório. Eu teria continuado a atualizar aquele blog mesmo assim, mas a nostalgia de manter um site de RPG chamado Covil me pegou. Alguns amigos que conheceram os projetos anteriores e colegas da “era de ouro” dos blogs de RPG vieram me questionar porque eu não havia voltado com o Covil. E eu não tinha muito bem uma resposta. Era um misto de anseio por um novo começo com um pouco de medo de fazer um trabalho medíocre que não condizia com o amor que eu tinha pelas versões anteriores do site. Em outras palavras: era medo de comprometer-me comigo mesmo e não conseguir entregar algo de qualidade.

Graças ao conselho de algumas pessoas mais próximas, eu me convenci de que era besteira me deixar levar por um medo tão bobo. E daí se não der certo? Desde quando comecei o Covil, meu objetivo era ser útil para uma pessoa. Se uma única pessoa visitasse meu site e achasse o conteúdo útil e divertido, isso faria valer todo o meu esforço. Não havia motivos para eu me impor expectativas mais altas que isso.

Então eu voltei com o Covil. Vamos ver se esta versão do site consegue ser legal para uma pessoa. 🙂

Sobre o Autor

Estou na casa dos 30. Sou gordo. Sem filhos. Formado em Publicidade e Direito. Já fiz alguns trabalhos freelance como roteirista e diretor de arte. Bem como trabalhei um pouco como editor de clipping de notícias para uma agência que fornecia informativos online diários para alguns órgãos do governo.

Jogo RPG desde o início da década de 90, mais ou menos, eu não lembro bem (foi no ano em que o desenho das Tartarugas Ninja estreou na Sessão Aventura, disso eu lembro). Já trabalhei como mestre de RPG em um evento de lançamento de um livro. Já escrevi alguns artigos para algumas revistas de coisas nerds, bem como mantive blogs de RPG por alguns anos (tá aí em cima) e escrevi para alguns outros sites que lidam com o tema. E ainda assim, acho que a minha opinião sobre jogos e demais assuntos nerds vale tanto quanto a de qualquer outra pessoa.

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