Táticas de Mortos-Vivos: Carniçais e Lívidos

Texto original: The Monsters Know What They’re Doing | Undead Tactics: Ghouls and Ghasts, por Keith Ammann.

Carniçal do Manual dos Monstros, da Wizards of the Coast

Carniçais e Lívidos são duas criaturas mortas-vivas devoradoras de carne cuja história remonta até os tempos do Advanced Dungeons & Dragons, sendo os lívidos os mais perigosos dos dois. Diferente de esqueletos e zumbis, que são criados por necromantes com a magia animar os mortos, carniçais e lívidos supostamente possuem origens demoníacas. Apesar de haver uma magia disponível para personagens jogadores, criar mortos-vivos, para produzi-los também — eis um ponto no qual o conhecimento do jogo e as regras se contradizem.

Tanto carniçais quanto lívidos são imunes a venenos e a ficarem enfeitiçados ou exaustos, bem como possuem visão no escuro. Eles possuem Destreza e Força altas, nesta ordem, e são capazes de agadanhar ou morder. Seu ataque de mordida causa mais dano direto; mas o ataque com as garras tem maior chance de acertar o alvo, bem como tem chance de paralisá-lo, tornando-o incapaz de tomar ações, movimentar-se ou falar, concedendo vantagem nos ataques contra ele, bem como tornando todos os acertos em críticos. Os ataques com a garra dos carniçais não tem esse efeito contra elfos, mas os dos lívidos tem.

Apesar de suas chances de sucesso serem baixas, seu efeito potencial é tão forte que ele tem que ser considerado o principal recurso dele, exceto contra PCs elfos. Por fim, lívidos possuem a característica Proteção contra Expulsão, que lhes confere vantagem nos testes de resistência contra afastar mortos-vivos, não apenas para eles, como também para quaisquer carniçais que estejam a até 9 metros deles. Eles ainda possuem resistência contra dano necrótico, mas essa provavelmente não será a primeira escolha de seus jogadores contra eles.

No artigo anterior, eu afirmei que criaturas mortas-vivas não são impelidas pela sobrevivência, mas sim por uma compulsão — seja lá qual for a compulsão com a qual sua criação os imbuiu. No caso de carniçais e lívidos, ela é a fome pela carne dos vivos. Isso, combinado com sua Sabedoria de nível normal, sugere que eles possuem um instinto de auto-preservação mais forte que dementes como esqueletos e zumbis, uma vez que o propósito de comer é prover alimentos para continuar sua própria existência. Ela também sugere que seu objetivo é obter a carne dos vivos para alimentar-se, e uma vez que tenha conseguido, nenhum deles tem motivo para permanecer lutando.

Neste ponto, começa a se formar a imagem de como os carniçais lutam: Primeiro, uma vez que carniçais não possuem Furtividade de verdade, então eles vão pra cima de seus alvos assim que percebem a presença de uma presa em potencial — “presa em potencial” não inclui elfos, já que eles são imunes à paralisia dos carniçais. Levados por instinto e compulsão, eles não são intimidados por estarem em menor número. Portanto, eles aproximam de suas presas (o PC não-elfo mais próximo) de forma direta e atacam com suas garras. Cada carniçal repetirá este ataque até conseguir paralisar uma presa. Uma vez que isso aconteça, ele começa a lanchar, trocando os ataques com garras por mordidas, aproveitando a vantagem para acertar e fazendo de cada acerto um crítico. Isso dá 4d6+2 de dano por mordida! Eis um bom momento para um mestre mais aplicado aproveitar e divertir-se descrevendo de maneira gráfica e arrepiante como os carniçais famintos arrancam pedaços da carna dos PCs.

A vítima do carniçal tem a oportunidade de repetir o teste de resistência contra paralisia a cada turno, então, o carniçal vai querer terminar a refeição o mais rápido possível. Se um PC se recuperar no meio do lanche, o carniçal voltará a agadanhar o PC, esperando paralisá-lo novamente.

E se um outro PC chegar e começar a atacar o carniçal no meio da janta? No lugar de revidar, ele tentará arrastar seu lanche para longe. Uma vez que a vítima está completamente incapacitada, não apenas agarrada, não há nada que impeça o carniçal de usar seu deslocamento completo. Aqui, entretanto, o carniçal enfrenta um dilema entre comer e correr. Suas chances de escapar são maiores se ele usar sua ação para Disparar — e ele pode carregar um PC paralisado consigo enquanto corre. Mas cada rodada gasta correndo é uma rodada na qual seu jantar pode sair da paralisia, e um carniçal sempre está faminto. Uma vez que tenha uma vítima paralisada, ele não pode resistir à compulsão de continuar comendo. Então, o carniçal vai afastar-se de seu atacante, usando seu deslocamento completo (e, possivelmente, incorrendo em ataques de oportunidade), mas irá ainda parar para dar mais uma mordida em sua vítima. O mais provável é que o PC ativo o persiga, alcançando-o e atacando-o novamente. E isso vai fazer o carniçal reagir da mesma forma: mover-se pra longe e parar para dar mais uma mordidinha.

Este ciclo vai se repetir até que uma das três coisas aconteça: (a) o carniçal seja reduzido a 8 pv ou menos, neste caso ele Dispara em retirada; (b) o carniçal é destruído; ou (c) a vítima é reduzida a 0 pv, caso no qual o sempre faminto carniçal se voltará contra seu perseguidor e tentará torná-lo outra refeição. Como antes, ele começará pelos ataques com garra, trocando para mordidas se tiver conseguido paralisar o PC.

Se um carniçal for alvejado de longe no meio de uma refeição, no lugar de ser atacado em corpo-a-corpo, ele simplesmente ignorará o ataque e continuará comendo, a menos que seja reduzido para 8 pv ou menos. Aí, ele fugirá.

O lívido é mais inteligente e ligeiramente mais sofisticado. Ele não exclui elfos de sua definição de “presa”, e se estiver acompanhado de uma matilha de carniçais, ele identificará os PCs mais fortes e direcionará os carniçais para se juntarem em cima deles, mandando dois ou três contra um, de acordo com o número de carniçais e lívidos em relação ao número de PCs. O lívido, enquanto isso, irá atrás de um delicioso elfo. Se os lívidos e carniçais estiverem em menor número que os PCs, o lívido tentará então ir contra o PC mais forte do grupo (sabendo ser o melhor equipado para a tarefa, não apenas por sua Força e CA altas, mas também por sua característica Fedor) enquanto os carniçais irão atrás dos PCs mais fracos — mesmo valor nutritivo, menor resistência. Os carniçais sempre se manterão a 9 metros do lívido, para receberem os benefícios de sua Proteção contra Expulsão, exceto se estiverem tentando fugir com uma vítima paralisada.

Apesar de sua inteligência mais alta, os lívidos possuem a mesma compulsão carnívora que os carniçais e, consequentemente, seguirão a mesma tática de fugir com uma vítima paralisada quando atacados no corpo-a-corpo. Seu Fedor tóxico lhes oferece um pouco de proteção contra ataques de oportunidade, uma vez que um PC em alcance de corpo-a-corpo poderá ficar envenenado por ele e, portanto, terá desvantagem nos ataques. Além disso, se um lívido for atingido mais de uma vez por ataques de longe ou feitiços enquanto estiver consumindo uma vítima, mesmo que não seja o suficiente para ferí-lo gravemente (reduzir para 14 pv ou menos), ele terá sido perturbado o suficiente para se levantar e ir atrás do atacante de longe, Disparando até chegar perto o suficiente para colar usando seu movimento normal, e Atacar com suas garras.

….

Próximo: espectros, infectados e aparições.

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 14/12/2017, em Dicas, Tradução e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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