Warcraft 5e: Nova Classe: Cavaleiro da Morte – pt I

Vamos continuar a explorar a adaptação do mundo de Warcraft para Dungeons & Dragons 5ª Edição. Estamos no início da fase das classes. Já vimos como seriam os Bárbaros e os Bardos no cenário, bem como os Bruxos – que ganharam algumas opções de classe bem legais. Agora, vamos abordar os Cavaleiros da Morte.

Esta classe deu bastante trabalho. Especialmente porque eu sou muito avesso a criar classes ou subclasses se for possível simular aquela coisa através de opções que causem menor impacto no sistema. Mas a tentativa mais óbvia, de tornar um Juramento de Paladino, se provou ineficaz. O Cavaleiro da Morte é muito parecido com o Paladino sob vários aspectos, mas também tem algumas diferenças em pontos-chave que fazem ser necessário fazer muita gambiarra para ele funcionar dentro das limitações da classe. É meio o caso do Ladino e do Patrulheiro, que são parecidos o bastante para serem uma classe só, mas possuem muitas coisinhas pequenas que tornam essa junção particularmente difícil.

Enfim. Voltando ao Cavaleiro da Morte. Eu vou dividir a apresentação da classe em três partes. Nesta vai como a classe encaixa-se no cenário, o que deve ajudar quem conhece menos o lore do jogo. Na próxima vou apresentar a classe básica, uma regra opcional de forjar runas e o Aspecto da Morte Congelante. E, na última parte, vocês vão ver os demais Aspectos da Morte e as magias novas da classe.

Cavaleiro da Morte

Erguendo-se nas planícies geladas de Nortúndria, balançando a neve e sangue acumulados em suas espadas cobertas de runas, um orc pálido vestindo uma armadura de placas negras impõe-se ameaçadoramente entre um destacado de mortos-vivos e o acampamento dos Taunka, preparando-se para repelir os atacantes ou morrer novamente tentando.

Com um golpe certeiro de sua espada de duas mãos, uma forte figura que já foi humana espalha o sangue de seu inimigo num arco, atingindo os demais oponentes com o fluido infectado de seu companheiro de batalha. Onde o sangue da vítima toca, pústulas purulentas crescem e trazem dor.

Já cansado de batalhar, aquele que já foi um elfo reúne o que resta de seu poder rúnico em um golpe mortal contra seu inimigo, alimentando-se de sua dor e recobrando sua vitalidade para continuar combatendo os oponentes e protegendo aqueles que o conheciam em vida.

Quando o Rei Lich teve destruído o controle sobre os cavaleiros da morte, seus antigos campeões buscaram vingança por todos os horrores que foram forçados a cometer sob seu jugo. Quando conseguiram derrotar Arthas, o Rei Lich que os controlava, eles se descobriram sem uma causa para lutar e sem um lugar no mundo dos vivos. Aos poucos, eles foram tentando retornar aos seus antigos lares, buscando por um novo propósito. Os exércitos das grandes facções – Aliança e Horda – os recepcionaram muito bem, por representarem um grande reforço. Já o resto da população permanece inquieta ao seu redor, negando o pouco de hospitalidade que poderia aliviá-los de reviverem os horrores pelos quais passaram desde sua primeira morte.

Asoren Darksnout, um tauren cavaleiro da morte. Por LaurelDAustin.

Rebelião Pós-Morte

Cavaleiros da morte são os antigos campeões do Flagelo. Eles fortificam seus corpos e drenam a energia vital de seus inimigos através do poder do sangue; afiam suas lâminas e atacam ferozmente com o poder do frio; e erguem os mortos enquanto espalham a podridão com os dons profanos que ganharam.

Os cavaleiros da morte dotados de livre-arbítrio são componentes ou legatários dos antigos Cavaleiros da Morte de Acherus, um regimento dos exércitos do Rei Lich sob comando do Grão-Mestre Darion Mograine. Tal regimento foi enviado para destruir a Aurora Argêntea, na Capela Esperança da Luz.

Durante esta batalha, os cavaleiros da morte se viram libertos do controle mental do Flagelo. E tão logo perderam seus grilhões, eles tomaram Acherus, a Fortaleza de Ébano, para si, formando a ordem dos Cavaleiros da Lâmina de Ébano – a principal ordem de cavaleiros da morte libertos. Tal ordem foi importantíssima na derrota de Arthas, o Rei Lich anterior, bem como na ascensão do Grão-Lorde Bolvar Fordragon como o Rei Lich atual.

Após estes eventos, os cavaleiros da morte partiram em busca de um propósito e um lugar no mundo.

Entre a Vida e a Morte

Após terem sido ressuscitados e controlados pelo Rei Lich, é muito difícil para os cavaleiros da morte retornarem a suas vidas anteriores. Lhes resta muito pouco de quem eles eram, tanto suas emoções quanto suas memórias. O controle do Flagelo lhes custou muito de sua personalidade anterior, e mesmo aqueles que conviveram com quem o cavaleiro era têm dificuldade de reconhecer aquilo no que ele se tornou. Esta alienação empurra grande parte dos cavaleiros da morte a adotar sua primeira morte como um renascimento.

Todo cavaleiro da morte tem parte de suas emoções arrancadas e substituídas por ódio e sanguinolência. Mesmo o mais bondoso dos indivíduos sente uma grande agonia quando não está espalhando dor e sofrimento. Para eles é como um vício. A maioria é controlada o bastante para não sofrer rompantes aleatórios de violência, mas é difícil para eles esconder a satisfação de poder ferir e matar seres vivos. O que é extremamente desconcertante para seus aliados em batalha.

Ainda assim, cavaleiros da morte são capazes de sentir emoções positivas, mas é sempre um sentimento leve e passageiro. Já as emoções ruins, como remorso, fúria e tristeza, eles sentem enormemente amplificadas.

Fisicamente, a maioria dos cavaleiros da morte parece uma versão pálida e claramente profana de quem eram. Alguns raros decompõem-se demais para serem reconhecidos. Seus olhos comumente brilham com uma luz fria maligna característica das criações do Rei Lich.

Elderguard Brennan, um renegado cavaleiro da morte. Por Grace Liu.

Criando um Cavaleiro da Morte

O aspecto mais importante de um personagem cavaleiro da morte é busca de paz com seu passado traumático e aceitação de sua nova natureza. Apesar das características de classe relacionada ao seu aspecto da morte não manifestarem-se até você chegar ao 3° nível, planeje a escolha ao ler a descrição dos aspectos no final da classe. O que prefere encarnar em sua pós-vida? O frio sobrenatural que toca os corações dos vivos até pará-los e clamá-los para a morte? A decadência e podridão que eclode em pústulas e espalha-se como uma praga de zumbis? Ou quem sabe a sanguinolência desenfreada que espreita a cada combate e preda sobre os mais fracos?

Você é um servo da morte que vaga pelo mundo dos mortais como um agente independente; alguém empoderado por energias de uma entidade nefasta cuja natureza está bastante além de sua compreensão; ou talvez alguém liberto pelos poderes da Luz Sagrada que busca uma forma de redenção? Seja como for, você é um campeão deste mundo, forjado no calor da batalha e resfriado pelos ventos gelados de Nortúndria como se fosse uma espécie de arma de aço profano. Mas o que fará com isso, agora que Arthas foi derrotado e Bolvar está contendo os ímpetos de destruição do Rei Lich? Vai amargurar-se e vagar solitário buscando vingança contra o Flagelo que lhe roubou a vida? Integrará os esforços para destruir as forças demoníacas por trás da criação do Rei Lich, tornando-se o campeão que o mundo precisa? Muitos cavaleiros da morte, após sua libertação, voltaram-se para a adoração da Luz Sagrada, não sendo propriamente devotos delas, mas prestando-lhe gratidão na forma de ajuda aos membros de ordens que a homenageiam. Já uma parcela menor, movida pelo trauma da pós-morte, busca na Sombra um refúgio entre os igualmente sombrios.

Por sua natureza dualista de guardiões contra as forças das trevas que lhes deram a vida após a morte, cavaleiros da morte raramente detém qualquer alinhamento benigno ou maligno. A maioria deles tenta usar seus poderes para combater os grandes males que assolam o mundo, mas não por um sentimento de altruísmo, e sim por vingança. Reconhecendo-se não como os heróis que Azeroth gostaria de ter, mas sim os campeões que Azeroth precisa. Considere como seus conflitos internos irão influenciar sua tendência e a maneira como aqueles mais próximos de você o enxergarão.

Construção Rápida

Você pode construir um cavaleiro da morte rapidamente seguindo essas sugestões. Primeiro, Força deve ser seu valor de habilidade mais alto, seguido por Constituição, e depois por Carisma. Segundo, escolha o antecedente soldado.

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Ordem dos Cavaleiros da Lâmina de Ébano

Os Cavaleiros da Lâmina de Ébano são uma organização de cavaleiros da morte renegados. Libertos do jugo do Rei Lich, eles se reuniram sob a liderança do Grão-Mestre Darion Mograine, quem liderou o motim contra as forças do Flagelo.

Atualmente, sob a liderança de um cavaleiro da morte conhecido apenas como Senhor da Morte, eles lutam contra a Legião Ardente junto com outros grupos influentes do mundo. Sua base de operações é a necrópole voadora conhecida como Acherus, mas eles possuem outros centros de comando em Zul’Drak e na Cidadela da Coroa de Gelo, ambos no continente de Nortúndria.

A maioria dos cavaleiros da morte que não está sob o comando direto do Rei Lich (e, portanto, possuem livre arbítrio) faz parte desta ordem.

Cavaleiros da Morte pertencentes à Ordem dos Cavaleiros da Lâmina de Ébano podem aprender esta magia exclusiva:

Portão da Morte
5º nível de necromancia
Tempo de Conjuração: 1 ação
Alcance: 3 metros
Componentes: V
Duração: Concentração, até 1 minuto

Você conjura um Portão da Morte conectando um espaço desocupado que você possa ver, dentro do alcance, ao círculo de teletransporte localizado na Fortaleza de Ébano. O portal é uma abertura circular, que você pode fazer ter de 1,5 a 6 metros de diâmetro. Você pode orientar o portal em qualquer direção, à sua escolha. O portal permanece aberto pela duração, ou até você escolher parar de concentrar-se.

O portão da morte terá uma frente e um fundo em cada plano que ele aparecer. Viajar por ele só é possível ao atravessa-lo pela frente. Qualquer coisa que o fizer, é instantaneamente transportada para o outro ponto que ele conecta, aparecendo no espaço desocupado mais próximo do portão da morte. Esta magia funciona em qualquer planeta ou plano de existência, porém, divindades e outros soberanos planares podem impedir que portões da morte criados através dessa magia se abram na presença deles ou em qualquer parte dos seus domínios.

Se você conjurar Portão da Morte de dentro de Acherus, ele conectará com o ponto no qual estava o último Portão da Morte que o trouxe até a Fortaleza de Ébano – caso tenha ido até lá através de um portão da morte. Caso não tenha chegado na fortaleza por meio desta magia, conjurá-la em Acherus não resultará em efeito algum.

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Por esta parte é isso. O que acharam do que foi mostrado até aqui?

Tentei frisar que os cavaleiros da morte não precisam necessariamente fazer parte da Ordem dos Cavaleiros da Lâmina de Ébano, para dar maior liberdade aos jogadores e por conta dos exemplos de cavaleiros independentes que existem no cenário.

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 04/07/2017, em Adaptação e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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