D&D: Considerações sobre a pesquisa de Março de 2016

D&DOriginal: D&D Survey March 2016 da Wizards of the Coast. Por Mike Mearls.

Na pesquisa sobre os Kits de Outrora, a Wizards of the Coast quis medir não apenas a qualidade do material apresentado, como a capacidade de absorção dos mestres para materiais futuros, bem como a aceitação do público para novas mecânicas. Eis as considerações que fizeram a respeito:

Há coisa de dois meses, a Wizards of the Coast publicou novas opções de personagens baseadas nos kits do AD&D. Aparentemente, o público ficou bastante interessado em ver o retorno de alguns clássicos. Eis o que eles descobriram com a pesquisa:

  • O College of Swords, dos bardos, recebeu ótimas avaliações. O bastante para sinalizar que ele só precisa de alguns ajustes menores para poder ser adicionado ao jogo. O guerreiro-bardo sempre foi um tipo de personagem bastante icônico para o D&D, mas parece que o público prefere ele com um viés um pouco mais puxado para o capa-espada.
  • O College of Satire, o cavalier e o scout receberam mais ou menos a mesma nota. Há partes que precisam serem repensadas, mas nenhum deles recebeu avaliações negativas e os comentários indicam que cada um deles precisa ser revisado e ajustado acompanhando playtest.

De certa forma, apesar dessas considerações sobre a pesquisa serem um pouco monótonas para o público em geral, elas são boas notícias para os designers do jogo. O novo D&D já foi lançado há 20 meses, e neste momento o Mike Mearls (designer-chefe da linha) sente já ter aprendido bem o que funciona do ponto de vista do design e quais as falhas que existem no jogo. A coluna Unearthed Arcana ofereceu opções para todas as classes, exceto o druida, e eles coletaram muitas informações a respeito do que o público gosta, odeia e espera ver no futuro.

Neste ponto, a equipe do D&D começa a vislumbrar como será aquela que pode vir a ser a primeira grande expansão mecânica do jogo. Ao levar em consideração este projeto, eles também estão calculando o peso dos seguintes fatores:

  1. Para começar, eles querem ter certeza de que qualquer conteúdo que adicionem ao jogo, sirva para preencher um vazio. As opções apresentadas devem priorizar oferecer aos jogadores tipos de personagens que eles são incapazes de fazer na incarnação atual do sistema.
  2. Algumas vezes, o vazio não existe até que eles tentem preenchê-lo. Eles podem ver um conceito que queiram tentar trabalhar, como uma nova classe baseada no Artífice (de Eberron). Neste caso, eles irão usar o recurso do playtest para averiguarem se o novo conceito realmente está preenchendo um vazio, e não apenas trazendo mais do mesmo.
  3. A preocupação com os mestres e a dificuldade de mestrar vem em seguida. Quando eles adicionam novo material, eles têm de lembrarem-se sempre quão difícil é mestrar o jogo. Uma parte do que eles consideram da facilidade de mestrar a 5ª Edição está no fato do mestre típico se sentir bastante confortável com a variedade e quantidade de opções que ele deve dar conta. É preciso certificar-se de que uma nova grande expansão não atrapalhará esta situação.

Como eles fazem isso? Primeiro, eles tentam manter as mecânicas simples, diretas e intuitivas. Isso também significa soltar muitas dicas para o mestre sobre como lidar com as opções em seus jogos. Como um exemplo disso, em diversas entrevistas os designers disseram como eles esperam que em uma campanha o grupo faça uso do Player’s Handbook e nenhuma outra fonte de material para os jogadores. Mestres iniciantes deveriam manter-se apenas no PHB.

À medida que é adicionado material, torna-se gradualmente mais difícil para o mestre acompanhar tudo. Quando é lançada uma grande expansão mecânica, o produto é produzido para integrar-se perfeitamente com os livros básicos já lançados e manter todo o material fácil de ser assimilado por um mestre que mestra uma campanha ou duas.

Por fim, uma nova expansão precisa passar por muito playtest e avaliações pela comunidade de jogadores e mestres. Este método tem funcionado bem para os livros básicos, então não há motivos para querer mudar agora.

Com tudo isso em mente, a pesquisa que a Wizards of the Coast faz neste mês concentra-se em como e para qual direção o público gostaria que eles expandissem o jogo. Se você é bom com o inglês, dê a sua opinião para eles sobre o que quer ver nos próximos anos do D&D.

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 30/03/2016, em Opinião e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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