Tormenta 5e parte V: Bruxos

Tormenta para D&DNas quatro partes anteriores desta adaptação, eu falei sobre como lidar com as raças do D&D e de Tormenta caso quisesse usá-las no cenário e comecei a abordar as classes falando dos Bárbaros e Bardos. Nesta parte, vou trazer as informações de cenário a respeito dos Bruxos. Ia abordar também os clérigos, mas as regras dos devotos divinos estão se provando serem as mais demorada de sairem. Os deuses de Arton possuem um papel importante dentro do cenário e a gama de poderes que eles concedem aos seus sacerdotes é muito ampla. Por isso mesmo, adaptar os clérigos de Tormenta para funcionarem sob o paradigma de regras do D&D é razoavelmente simples, porém, é necessário muito trabalho braçal para cobrir tantos poderes e convertê-los direitinho em magias e domínios novos. Então, os clérigos vão ficar para a próxima parte. Hoje só vai ter bruxo aqui.

Bruxos

Tormenta: Gênio do Mal

Gênio do Mal é uma carreira popular para Bruxos. Por: Denise Akemi. Para: Manual do Arcano.

Bruxos são definitivamente a estirpe mais odiada dos usuários de magia arcana, isso é verdade em todos os mundos, mas é especialmente válido para os habitantes do mundo de Arton. Magos e demais estudiosos da magia os julgam como preguiçosos e incompetentes, indivíduos tolos o bastante para lidar com criaturas cujo poder eles não são capazes de controlar. Aqueles menos versados nas artes arcanas normalmente não conseguem diferenciá-los de magos malignos, mas não é necessário conhecer muito sobre magia para desconfiar das intenções de alguém que trafica poderes com entidades declaradamente malignas ou ao menos entidades reputadamente malignas. A real dificuldade é identificar um bruxo e diferenciá-lo dos demais heróis arcanos. Mas uma vez que o bruxo seja descoberto, é melhor sumir do mapa antes que os camponeses com ancinhos e tochas cheguem.

Talvez a maior origem de bruxos do Reinado seja Vectora, seguida da Academia Arcana. É comum entre os bruxos terem um passado como estudantes dos grandes centros de estudos arcanos. Eles desistem de concluir seus cursos a ponto de virarem magos, mas já possuem conhecimentos o bastante para saberem da existência de atalhos para alcançarem o poder arcano que desejam. Vectora, com seu trajeto que passa por vários planos e seus portais para outros mundos espalhados ao longo da cidade, termina sendo um local extremamente propício para contatar entidades de outros mundos, capazes de firmarem pactos. Já na Academia Arcana muitos alunos aprendem como contatar seres de outros planos (seja nas aulas, seja estudando por conta própria) antes de desistirem de seguir com seus estudos.

Mas é claro, existem bruxos de todos os tipos em Tormenta, inclusive os bem-intencionados. Arton é um mundo muito visitado por seres extraplanares de todos os tipos, sendo que alguns dos mais poderosos (do tipo que é capaz de conceder poderes para bruxos) fazem moradias neste mundo ou em locais fáceis de serem acessados. Inclusive, há seres deste tipo que estão ativamente tentando invadir Arton, e não se importariam de ceder um pouco de poder em troca de ter um agente atuando entre os mortais.

Otherworldly Patrons:

The Archfey: no Reino de Pondsmânia há fadas nobres que de tempos em tempos “recrutam” (um eufemismo usado por elas para “seqüestram”) agentes para lhes trazer vantagens que são indecifráveis para as mentes mortais, mas geralmente envolvem o orgulho de ter serviçais exóticos atuando no mundo fora do reino das fadas. Diferente do que se pode imaginar, a Rainha Thanthalla-Dhaedelin emprega pouquíssimos bruxos, mas a maioria dos bruxos bondosos espalhados pelo mundo são seus agentes. O que também dá uma noção do quão raro é encontrar um bruxo bondoso;

The Fiend: tanto o General Abahddon quanto Lamashtu, a Rainha do Genocídio, empregam em sua interminável guerra diversos bruxos mortais para cumprir com seus desígnios em Arton. Buscando angariar poder e influência vindos do plano material, o poder que alcançam com os cultos que instalam neste mundo lhes servem bem o propósito de empoderarem-se na terrível guerra que os seres de maldade pura travam pelo multiverso. Porém, eles não são os únicos. Há muitos seres que lhes são hierarquicamente inferiores diretos e que empregam bruxos mortais para silenciosamente aumentar seu poderio, na esperança de um dia aproveitarem-se de uma maré de azar na guerra e usurparem para si todo o poder pelo qual os líderes das raças infernais disputam;

The Great Old One: talvez os patronos mais raros e enigmáticos de todos, os grandes antigos são seres que habitavam mundos muito distantes dos nossos. Dentre tais entidades existem criaturas mais antigas que a própria realidade. E apesar de toda a sua antiguidade e alienação em relação aos mortais, normalmente estes seres entram em contato com aqueles que irão recrutar de forma bastante direta. Não aparecendo diante deles, já que sua mera visão condenaria qualquer mente mortal, mas sim através de sinais e sussurros vindos do além.

Porém, há uma espécie de grandes antigos que desenvolveu uma ligação bem mais próxima com o mundo mortal: os Lefeu. Os Lordes da Tormenta frequentemente enviam lefeus menores (quase sempre um Reishid) ou influenciam os sonhos dos mortais que vivem próximos às áreas de Tormenta para arregimentá-los em seu serviço. O pacto geralmente é firmado fora da área de Tormenta, com o bruxo jurando lealdade perante um Reishid enviado pelo Lorde da Tormenta para testemunhar o acordo. Os motivos pelos quais os Lordes da Tormenta fazem agentes mortais variam de acordo com os desígnios de cada Lorde, mas dada a sua ligação com a Tormenta, tais motivos devem estar soterrados por camadas e camadas de loucura.

Quase todo bruxo que tem pacto com grandes antigos, em Arton, tem pacto com um dos Lordes da Tormenta. Alguns acreditam que é aliando-se à Tormenta que conseguirão derrotá-la em definitivo. Não à toa, todos são considerados completamente insanos.

——

O que acharam dos bruxos? Originalmente eu planejei fazer da Tormenta uma categoria de patrono completamente nova. Porém, ao desenvolvê-la e analisar seu impacto no cenário, eu cheguei à conclusão de que ela é simplesmente parecida demais com os Grandes Antigos para justificar uma quarto tipo de patrono. Achou essa decisão correta? O que você acha que teria sido melhor?

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 18/09/2015, em Adaptação e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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