#RPGaDay2015 – Dia 04: Jogo mais surpreendente

logo #RPGaSAY2015Este é um post da gincana virtual #RPGaDAY2015. É uma campanha interessantíssima que visa fomentar a discussão sobre RPGs na rede. Clique na imagem ao lado para alcançar uma página onde eu explico melhor a respeito desta brincadeira. Se você gostou da idéia, participe você também! Não precisa ter blog. Pode soltar a sua opinião nas mídias sociais e comentar quando ver esse tipo de artigo. O importante é fomentar o debate, não importa muito o meio.

Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo mais surpreendente (Nacional): 3D&T

Capa do 3D&T AlphaEu, de verdade, não curto muito o sistema do 3D&T. Sinto que ele sofreu por muito tempo sem saber o quão granular ele queria ser. No início, o jogo era bem simplificado. Mas com o passar do tempo, ele foi adotando partes de regras escritas para seus suplementos como parte do sistema básico e aumentando a complexidade do jogo. Mas as novas edições do 3D&T começaram a passar a régua e acertar o sistema.

Porém, o sistema sempre me surpreendeu por sua perenidade (olha há quantos anos ele está por aí!), sua penetração (tem gente jogando 3D&T em muitas cidades onde sequer há lojas que vendam RPG), e, principalmente, a forma como ele lida de maneira mais abstrata com as estatísticas dos personagens. Lá fora temos alguns exemplos disso, mas aqui no Brasil é muito raro ver um sistema pragmático deste jeito, que não se importa com o “como” o personagem faz, apenas com o tipo de resultado que ele é capaz de alcançar.

De fato, acho que até o lançamento do Mutantes & Malfeitores, não tínhamos nada assim no Brasil.

Jogo mais surpreendente (Internacional): Deadlands (Versão Original)

Capa do Deadlands 1ª EdiçãoRecentemente fiz ficha para jogar Deadlands na versão revisada (antes da Reloaded, que usa o sistema do Savage Worlds). E fui lendo o livro e me surpreendendo com o jogo.

Há muitos anos, quando li resenhas a respeito dele, ele me pareceu um jogo muito bom, mas que usava dados, fichas de poker e cartas de baralho, tudo ao mesmo tempo, para definir o resultado de testes. Tudo aquilo me parecia mais com uma gincana que com um jogo de RPG. O excesso de elementos para acompanhar e ter uma noção da probabilidade de suas ações me parecia ser um empecilho grande para você poder só contar uma história e divertir-se no processo.

Mas não é que todos esses elementos parecem se casar direitinho? A forma como Deadlands os usa não me pareceu desacelerar o jogo, tampouco gerar excesso de incertezas no jogador quando ele tenta executar uma ação. Claro, não saber as combinações do poker pode atrapalhar um pouco de início (eu ainda preciso de uma colinha para saber quais são as cartas de cada), mas os designers tiveram a sensibilidade de saber separar quando usar um recurso ou outro de forma a não desacelerar a ação do jogo.

Claro. Ainda vou precisar jogar para poder me certificar disso. Mas só pelo que eu li, eu já me surpreendi de uma maneira bem positiva. Ainda mais se tratando de uma edição do século passado!

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 29/08/2015, em Opinião e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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