#RPGaDay2015 – Dia 28: Jogo preferido que não joga mais

logo #RPGaSAY2015Este é um post da gincana virtual #RPGaDAY2015. É uma campanha interessantíssima que visa fomentar a discussão sobre RPGs na rede. Clique na imagem ao lado para alcançar uma página onde eu explico melhor a respeito desta brincadeira. Se você gostou da idéia, participe você também! Não precisa ter blog. Pode soltar a sua opinião nas mídias sociais e comentar quando ver esse tipo de artigo. O importante é fomentar o debate, não importa muito o meio.

Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo preferido que não joga mais (Nacional): O Desafio dos Bandeirantes

o_desafio_dos_bandeirantes_capaNa verdade, esse cargo seria ocupado pelo Trevas, ou talvez pelo Tagmar. Mas como eu já falei de ambos antes e a intenção é promover o debate, achei interessante falar sobre outro de meus jogos nacionais preferidos: O Desafio dos Bandeirantes. Alguém lembra dele?

O Desafio dos Bandeirantes foi um dos primeiros jogos de RPG brasileiros, se não foi o primeiro. Ele trata de uma versão fantasiosa do Brasil, com criaturas sobrenaturais vindas de nosso folclore e povos mágicos baseados em povos do mundo real. Era muito legal como o jogo tratava as etnias diferentes (branco, negro, índio e mestiços destes) conferindo-lhes acessos exclusivos a determinadas profissões e tipos diferentes de magias. Sim, cada etnia tinha sua própria tradição mágica. E elas realmente eram bem diferentes entre si.

Eu acho que O Desafio dos Bandeirantes, por mais divertido que fosse na época, não envelheceu muito bem. E sinto certo medo de jogá-lo hoje em dia e perder contato com as memórias saudosistas que guardo das sessões que joguei há mais de vinte anos. Ainda assim, eis um jogo que se beneficiaria muito de uma atualizada (e, possivelmente, um sistema inteiramente novo).

Jogo preferido que não joga mais (Internacional): Earthdawn 1ª Edição

earthdawn_capaEu sempre falo que, para mim, existem 3 jogos de RPG perfeitos: Lenda dos Cinco Anéis 4ª Edição, Mutantes & Malfeitores 2ª Edição e Earthdawn 1ª Edição. Quando falo em perfeição, me refiro à integração do sistema com o cenário (ou gênero, no caso do M&M) ser tão perfeitinha que se torna bastante natural pensar em termos de sistema quando você está analisando exclusivamente algo de cenário. Os dois se casam tão bem que ficam inseparáveis.

Earthdawn é um jogo de fantasia criado pela FASA, mesma empresa que criou o Shadowrun, que trata de um mundo que sofreu uma invasão de criaturas vindas dos pesadelos há muitos anos. E para protegerem-se desta invasão, as criaturas do mundo trancaram-se em cidades lacradas com magia por décadas e décadas, num estilo muito parecido com os abrigos nucleares, na esperança de sobreviverem até a magia do mundo diminuir o bastante a ponto de ficar insustentável para as criaturas dos pesadelos, chamadas de Horrores, sendo estas obrigadas a voltar para seu mundo de origem. Quando a magia diminuiu novamente até um nível em que supostamente os horrores poderosos não seriam capazes de sustentarem-se neste mundo, os abrigos foram reabertos. Mas o mundo mudou muito. Então, o jogo trata de um tema de redescobrimento e retomada de um mundo que já foi seu. E eu acho esse tema interessantíssimo.

Mais que isso, neste jogo tudo é intrinsecamente mágico. Desde a capacidade do elementalista de lançar uma bola de fogo até a habilidade de um guerreiro de empunhar sua espada. O caminho de um personagem (como se fosse a classe) lhe confere a capacidade mágica de fazer aquilo que é esperado que ele faça. E isso também confere uma profundidade bem legal ao sistema de classes, que torna o jogo bem mais divertido e entrosado entre regras e cenário. Para você ter uma idéia: até a contagem do nível de personagem, aqui chamado de círculo, é um elemento de cenário. Um guerreiro pode falar dentro de jogo que é um guerreiro de sexto círculo e as pessoas dentro de jogo entenderão a implicação disso. Sério, a parada é muito legal.

Eu não jogo mais o Earthdawn por uma questão de falta de tempo. Inclusive, tem um grupo de amigos que estão jogando uma campanha de Earthdawn. Mas eles não me chamaram (Malditos!) porque eu ando meio sem tempo para jogos e eles sabem que eu não poderia aceitar.

A primeira edição é a minha preferida, para mim ela tem um charme só dela que a segunda não conseguiu capturar legal. Mas ainda não li a edição revisada que lançaram em 2012, então, ela pode ter voltado a ficar muito boa. O que eu sei é que a terceira edição não me agradou nem um pouco com o seu sistema com rolagens mais normatizadas.

—–

E você? Tem algum jogo de RPG preferido que não joga mais?

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Sobre CF

A fellow brazillian player.

Publicado em 28/08/2015, em Opinião e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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