Arquivo mensal: agosto 2015

#RPGaDay2015 – Passando a régua

logo #RPGaSAY2015Ao longo do mês de Agosto, eu participei da gincana do #RPGaDAY2015, tentando fazer posts diários respondendo as indicações propostas e postando em alguns grupos do Facebook na esperança de ter algumas conversas legais sobre RPG. Deixei de fora 9 posts de 31, acho que mereço um 6,5 pela tentativa. Quem sabe no ano que vem eu consigo postar sem falhar.

Porém, para não deixar a parada furada, vou passar a régua e falar de maneira bem breve as indicações dos dias que eu deixei de postar ao longo do mês. Em alguns vou continuar com o esquema de apontar uma indicação nacional e outra internacional, mas quando não fizer sentido (ou eu simplesmente não quiser, como é o caso do dia 23) eu vou falar só sobre uma (ou três). Vamos lá?

Dia 9 – Mídia favorita que gostaria que fosse um RPG

  • Nacional: O Homem que Enganou o Diabo. Fála sério! Aquilo é um cenário de RPG no nordeste mágico esperando para acontecer! Tem ação, tem magia, tem criaturas sobrenaturais!
  • Internacional: Mega Man X. A série toda. O cenário é muito foda e a trama da caça aos mavericks dá muito pano pra manga.

Dia 15 – Campanha de RPG mais longa que já jogou

Tirando Live Action, onde os jogos são mensais ou bimestrais e as “campanhas” se arrastam por anos, a campanha mais duradoura que já joguei foi uma de AD&D que se arrastou por bem uns três anos. Nós jogávamos numa freqüência impressionante, quase toda semana. E de vez em quando mais de uma vez por semana. Mas isso foi na época do final do primeiro grau, quando era fácil jogar isso tudo. Lembro que eu jogava de Ranger elfo, consegui rolar o hipogrifo na tabela de seguidores animais (vocês não fazem idéia do quanto eu queria aquele resultado), também consegui um Machado do Retorno e atingi o limite de avanço de nível da classe (porque o AD&D tinha isso), então eu basicamente ficava mais forte apenas por conta dos tesouros que encontrávamos.

 

Dia 16 – Sessão de RPG mais longa que já jogou

Também foi de AD&D. Mas muitos anos depois da campanha mais longa. Um amigo de Fortaleza veio visitar a galera em Brasília e combinamos um joguinho amistoso na casa da família dele, que ficaria vazia pelo final de semana. A gente se empolgou e o joguinho amistoso durou bem umas 13 horas. Sério. 13 horas movidas a refrigerante, um pouco de saquê, muita pizza e o vigor da juventude que você só tem aos 20 anos.

Dia 20 – RPG de Horror preferido

 

  • Nacional: Trevas. Muito pelo cenário. Eu realmente não gosto do Sistema Daemon.
  • Internacional: Dresden Files. Alguns podem dizer que ele não é de horror de verdade, apenas um mundo moderno com criaturas. Eu rebato dizendo que isso pode ser alegado a respeito de quase qualquer jogo tido como de horror, inclusive Call of Cthullu e o Mundo das Trevas.

 

Dia 21 – Cenário de RPG preferido

 

  • Nacional: Tormenta. Eu o vi nascer, acompanhei seu crescimento. É difícil pensar em qualquer outro cenário nacional que eu goste tanto ou mais. Talvez Invasão.
  • Internacional: Cosmologia do D&D 4e. A 4ª Edição do D&D pegou a cosmologia padrão descrita no Planescape e fez meio que uma versão Ultimate. Tal qual no universo Ultimate as origens quase todas se ligam ao Capitão América, na cosmologia da 4e elas se ligam à guerra dos deuses contra as abominações de fora da realidade. Os planos foram refeitos para serem menos conceituais e mais aventuráveis. Enfim. Sinto que, como cenário de jogo, os mundos do D&D 4e funcionam melhor que qualquer outro.

 

Dia 22 – Ambiente perfeito para jogar RPG

Não sou exigente. Tendo uma mesa, cadeiras confortáveis (mas não demais, senão os jogadores dormem) e bastante comes e bebes, qualquer lugar fica bom. Pontos de bônus se o lugar não for barulhento, nem exposto aos elementos.

Dia 23 – Jogo perfeito para você

Na realidade, há três jogos que eu considero perfeitos:

  • Earthdawn 1ª Edição
  • Lenda dos Cinco Anéis 4ª Edição
  • Mutantes & Malfeitores 2ª Edição

Estes jogos conseguiram, em minha opinião, harmonizar perfeitamente cenário (ou gênero) e regras, de maneiras que as regras parecem naturais, sem serem excessivas, mesmo estando sempre presentes. Elas não são obstáculos ou entraves, mas sim reforçam o gênero e levam o jogador a entrar nos conformes do que o jogo propõe-se.

Dia 25 – Mecânica de jogo revolucionária preferida

Drama Points. Chame como quiser, eu chamo de Drama Points porque quando eu vi essa mecânica pela primeira vez foi no 7th Sea e esse é o nome que são lá. São pontos que os jogadores usam como suborno para convencer o mestre a deixá-los alterar a história, e vice-versa.

O jogador encontra um NPC, entrega um desses pontos para o mestre e sugere que o NPC em questão é um velho amigo. Ou, o mestre quer que um vilão derrotado fuja, então entrega um ponto para cada jogador cujo personagem está em condições de perseguir e diz que o vilão de alguma forma conseguiu escapar.

Eu adoro essas mecânicas que dão maior controle dos jogadores sobre a história.

Dia 30 – Celebridade jogadora de RPG preferida

 

  • Nacional: Marcelo Adnet. Olha o vídeo no final.
  • Internacional: Stephen King.

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Bom. É isso. Finda a campanha, voltaremos em breve com a nossa programação normal.

 

#RPGaDay2015 – Dia 05: Jogo comprado mais recentemente

logo #RPGaSAY2015Este é um post da gincana virtual #RPGaDAY2015. É uma campanha interessantíssima que visa fomentar a discussão sobre RPGs na rede. Clique na imagem ao lado para alcançar uma página onde eu explico melhor a respeito desta brincadeira. Se você gostou da idéia, participe você também! Não precisa ter blog. Pode soltar a sua opinião nas mídias sociais e comentar quando ver esse tipo de artigo. O importante é fomentar o debate, não importa muito o meio.

Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo comprado mais recentemente (Nacional): Tormenta RPG

Capa Tormenta RPG RevisadoIncrivelmente, eu não comprava nada de Tormenta desde o lançamento do Tormenta RPG. Ele foi lançado numa época em que eu estava bem saturado de sistemas de fantasia parecidos com o D&D 3.5. Porém, recentemente, o saudosismo me pegou de jeito e resolvi voltar a visitar este mundo que eu gosto tanto. Aproveitei uma promoção da Jambô e comecei a formar a minha nova coleção de livros de Tormenta. Desta vez, toda em PDF.

Eu ainda não tenho todos. Mas, de tempos em tempos eu compro um ou outro PDF novo. Sinto que em breve fecharei todos.

O cenário mudou bastante nos últimos anos. E está difícil de me atualizar em todas as mudanças. Mas eu estou gostando bastante do tratamento que ele tem recebido. Arton cresceu e evoluiu bastante nos últimos anos. Apenas sinto que ele tem entrado muito nesta moda de ter mundos de fantasia mais sombria e soturna. Mas como isso fica mais nas mãos do mestre, eu acho que consigo corrigir quando for mestrar no cenário. Definitivamente, a minha Arton vai ser mais heróica.

E falando em fantasia sombria…

Jogo comprado mais recentemente (Internacional): Shadow of the Demon Lord

Capa do Shadow of the Demon LordÉ um jogo que me chamou bastante a atenção durante sua campanha no Kickstarter. Eu gosto muito dos trabalhos do autor, Robert Schwalb – ele trabalhou no D&D por um tempo e também no Warhammer Fantasy – e ele disse que entre suas referências estão Warhammer e Ravenloft, dois cenários que eu adoro.

Eu li bem pouco do livro básico, mas aparentemente, ele apresenta duas aventuras relativamente curtas que devem ser responsáveis por desenrolar uma trama na qual os personagens enfrentarão esse lorde demoníaco que quer destruir de vez o mundo. O autor diz que as aventuras são tranqüilas de serem jogadas mais de uma vez, por terem muitas variáveis e caminhos dentro delas. Eu ainda não li o bastante para julgar o quão verdade é isso, mas confio no tio Robert.

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E você? Qual sua aquisição mais recente em termos de jogos de RPG?

#RPGaDay2015 – Dia 31: Coisa não-RPG preferida que veio de um RPG

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Apesar do que eu havia prometido no dia 10, vou apontar apenas uma coisa. Vamos lá?

Coisa não-RPG preferida que veio de um RPG: Amigos

Eu sei que é piegas, mas é verdade. Alguns de meus melhores e mais fiéis amigos, eu conheci por intermédio do RPG. Seja por freqüentar a Central City, uma saudosa loja de RPG que tinha aqui em Brasília e cujo dono hoje em dia é como se fosse meu irmão mais velho; sejam pessoas que eu conheci em listas de discussão de RPG por e-mail (nossa, como eu sou velho!); há ainda aqueles que eu conheci em encontros de RPG. Putz, um de meus melhores amigos eu supostamente conheci jogando RPG, apesar de não lembrar (para mim a gente se conheceu jogando sinuca num bar)!

E apesar de toda a rasgação se seda, eu acho importantíssimo dar relevância aos amigos que fazemos jogando. Vivemos numa sociedade onde as interações estão cada vez mais virtuais, tanto no sentido de haver uma tela e muitos quilômetros de distância entre as pessoas, bem como no sentido das pessoas não se abrirem muito quando interagem. E jogar, especialmente jogar RPG presencialmente, te faz ficar numa interação constante com um grupo de pessoas. E nisso você se expõe mais do que o normal, porque para interpretar seu personagem, você precisa buscar algo dentro de você para colocar lá.

É natural que termine fazendo amizade com aquelas pessoas. Mesmo que as conheça pouco. Com o passar do tempo e exposição, vocês terminam se conhecendo. E amizades muito legais podem surgir daí. Eu digo isso por experiência: se você prestar atenção nas pessoas com quem joga ou ao menos com quem compartilha interesses, amizades muito boas podem surgir daí. =D

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E você? Já fez amizades com pessoas que conheceu por conta do RPG? Compartilhe uma história aí!

#RPGaDay2015 – Dia 04: Jogo mais surpreendente

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Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo mais surpreendente (Nacional): 3D&T

Capa do 3D&T AlphaEu, de verdade, não curto muito o sistema do 3D&T. Sinto que ele sofreu por muito tempo sem saber o quão granular ele queria ser. No início, o jogo era bem simplificado. Mas com o passar do tempo, ele foi adotando partes de regras escritas para seus suplementos como parte do sistema básico e aumentando a complexidade do jogo. Mas as novas edições do 3D&T começaram a passar a régua e acertar o sistema.

Porém, o sistema sempre me surpreendeu por sua perenidade (olha há quantos anos ele está por aí!), sua penetração (tem gente jogando 3D&T em muitas cidades onde sequer há lojas que vendam RPG), e, principalmente, a forma como ele lida de maneira mais abstrata com as estatísticas dos personagens. Lá fora temos alguns exemplos disso, mas aqui no Brasil é muito raro ver um sistema pragmático deste jeito, que não se importa com o “como” o personagem faz, apenas com o tipo de resultado que ele é capaz de alcançar.

De fato, acho que até o lançamento do Mutantes & Malfeitores, não tínhamos nada assim no Brasil.

Jogo mais surpreendente (Internacional): Deadlands (Versão Original)

Capa do Deadlands 1ª EdiçãoRecentemente fiz ficha para jogar Deadlands na versão revisada (antes da Reloaded, que usa o sistema do Savage Worlds). E fui lendo o livro e me surpreendendo com o jogo.

Há muitos anos, quando li resenhas a respeito dele, ele me pareceu um jogo muito bom, mas que usava dados, fichas de poker e cartas de baralho, tudo ao mesmo tempo, para definir o resultado de testes. Tudo aquilo me parecia mais com uma gincana que com um jogo de RPG. O excesso de elementos para acompanhar e ter uma noção da probabilidade de suas ações me parecia ser um empecilho grande para você poder só contar uma história e divertir-se no processo.

Mas não é que todos esses elementos parecem se casar direitinho? A forma como Deadlands os usa não me pareceu desacelerar o jogo, tampouco gerar excesso de incertezas no jogador quando ele tenta executar uma ação. Claro, não saber as combinações do poker pode atrapalhar um pouco de início (eu ainda preciso de uma colinha para saber quais são as cartas de cada), mas os designers tiveram a sensibilidade de saber separar quando usar um recurso ou outro de forma a não desacelerar a ação do jogo.

Claro. Ainda vou precisar jogar para poder me certificar disso. Mas só pelo que eu li, eu já me surpreendi de uma maneira bem positiva. Ainda mais se tratando de uma edição do século passado!

#RPGaDay2015 – Dia 29: Site/blog de RPG preferido

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Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Site/blog de RPG preferido (Nacional): Grupo D30 RPG

Pode ser por uma questão de bairrismo. Pode ser porque eu sou amigo de todo mundo que lida com o site. Pode ser porque eu adoro jogar RPG com o pessoal do Grupo D30. Mas eu adoro o site do D30. Ele é de um grupo que incentiva jogos aqui em Brasília e nele eu encontro informações sobre os encontros sazonais que eles organizam, notícias sobre alguns dos projetos que eles mantém e algumas outras variedades gerais como receitas culinárias, um podcast que parece bem interessante (e olha que eu odeio podcasts), guia de viagens para quando você quiser nerdar fora do Brasil.

Enfim, é um site de variedades nerd bem legal. Talvez, se você não seja de Brasília, você não curta muito o foco que ele dá aos encontros que organizam. Mas ainda assim, justamente por essa ênfase no espírito comunitário, esse é o meu site preferido.

Site/blog de RPG preferido (Internacional): EnWorld.org

Essa é outra preferência que deve ser fácil de perceber. Eu adoro o EnWorld.org, frequento o site e comumente traduzo notícias de lá que eu acho interessantes de serem apresentadas para os jogadores brasileiros.

O que começou como um site para apoiar uma comunidade de fóruns de RPG e publicar notícias, hoje é um grande criador de conteúdo e uma comunidade muito maior e mais abrangente do que qualquer um poderia imaginar quando o site começou a bombar, lá atrás no início do século, noticiando os lançamentos do D&D 3ª Edição, Sistema d20 e OGL.

E os seus sites preferidos? Quais são? Por acaso o Covil está ao menos no seu Top 5? 😉

#RPGaDay2015 – Dia 28: Jogo preferido que não joga mais

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Como eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo preferido que não joga mais (Nacional): O Desafio dos Bandeirantes

o_desafio_dos_bandeirantes_capaNa verdade, esse cargo seria ocupado pelo Trevas, ou talvez pelo Tagmar. Mas como eu já falei de ambos antes e a intenção é promover o debate, achei interessante falar sobre outro de meus jogos nacionais preferidos: O Desafio dos Bandeirantes. Alguém lembra dele?

O Desafio dos Bandeirantes foi um dos primeiros jogos de RPG brasileiros, se não foi o primeiro. Ele trata de uma versão fantasiosa do Brasil, com criaturas sobrenaturais vindas de nosso folclore e povos mágicos baseados em povos do mundo real. Era muito legal como o jogo tratava as etnias diferentes (branco, negro, índio e mestiços destes) conferindo-lhes acessos exclusivos a determinadas profissões e tipos diferentes de magias. Sim, cada etnia tinha sua própria tradição mágica. E elas realmente eram bem diferentes entre si.

Eu acho que O Desafio dos Bandeirantes, por mais divertido que fosse na época, não envelheceu muito bem. E sinto certo medo de jogá-lo hoje em dia e perder contato com as memórias saudosistas que guardo das sessões que joguei há mais de vinte anos. Ainda assim, eis um jogo que se beneficiaria muito de uma atualizada (e, possivelmente, um sistema inteiramente novo).

Jogo preferido que não joga mais (Internacional): Earthdawn 1ª Edição

earthdawn_capaEu sempre falo que, para mim, existem 3 jogos de RPG perfeitos: Lenda dos Cinco Anéis 4ª Edição, Mutantes & Malfeitores 2ª Edição e Earthdawn 1ª Edição. Quando falo em perfeição, me refiro à integração do sistema com o cenário (ou gênero, no caso do M&M) ser tão perfeitinha que se torna bastante natural pensar em termos de sistema quando você está analisando exclusivamente algo de cenário. Os dois se casam tão bem que ficam inseparáveis.

Earthdawn é um jogo de fantasia criado pela FASA, mesma empresa que criou o Shadowrun, que trata de um mundo que sofreu uma invasão de criaturas vindas dos pesadelos há muitos anos. E para protegerem-se desta invasão, as criaturas do mundo trancaram-se em cidades lacradas com magia por décadas e décadas, num estilo muito parecido com os abrigos nucleares, na esperança de sobreviverem até a magia do mundo diminuir o bastante a ponto de ficar insustentável para as criaturas dos pesadelos, chamadas de Horrores, sendo estas obrigadas a voltar para seu mundo de origem. Quando a magia diminuiu novamente até um nível em que supostamente os horrores poderosos não seriam capazes de sustentarem-se neste mundo, os abrigos foram reabertos. Mas o mundo mudou muito. Então, o jogo trata de um tema de redescobrimento e retomada de um mundo que já foi seu. E eu acho esse tema interessantíssimo.

Mais que isso, neste jogo tudo é intrinsecamente mágico. Desde a capacidade do elementalista de lançar uma bola de fogo até a habilidade de um guerreiro de empunhar sua espada. O caminho de um personagem (como se fosse a classe) lhe confere a capacidade mágica de fazer aquilo que é esperado que ele faça. E isso também confere uma profundidade bem legal ao sistema de classes, que torna o jogo bem mais divertido e entrosado entre regras e cenário. Para você ter uma idéia: até a contagem do nível de personagem, aqui chamado de círculo, é um elemento de cenário. Um guerreiro pode falar dentro de jogo que é um guerreiro de sexto círculo e as pessoas dentro de jogo entenderão a implicação disso. Sério, a parada é muito legal.

Eu não jogo mais o Earthdawn por uma questão de falta de tempo. Inclusive, tem um grupo de amigos que estão jogando uma campanha de Earthdawn. Mas eles não me chamaram (Malditos!) porque eu ando meio sem tempo para jogos e eles sabem que eu não poderia aceitar.

A primeira edição é a minha preferida, para mim ela tem um charme só dela que a segunda não conseguiu capturar legal. Mas ainda não li a edição revisada que lançaram em 2012, então, ela pode ter voltado a ficar muito boa. O que eu sei é que a terceira edição não me agradou nem um pouco com o seu sistema com rolagens mais normatizadas.

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E você? Tem algum jogo de RPG preferido que não joga mais?

#RPGaDay2015 – Dia 27: Idéia favorita para mesclar dois jogos em um

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Novamente, apesar do que eu havia prometido no dia 10, não há sentido em apontar uma resposta nacional e outra internacional hoje. Então, hoje vai só uma.

Idéia favorita para mesclar dois jogos em um: Vigilantes de Vectora

Essa é uma idéia com a qual eu venho brincando há muito tempo, mas sempre fico enrolando para colocá-la em prática: misturar Tormenta RPG com Mutantes & Malfeitores e criar um mini-cenário tratando a cidade voadora de Vectora como uma cidade fictícia de histórias de super-heróis, porém, mantendo a fachada de cenário de fantasia.

No lugar de termos um inventor, um deus, um super-soldado e um cara numa armadura, por exemplo, o grupo poderia ser formado por um engenhoqueiro (ou mago), um deus menor ou semideus, um paladino e um cara com muitos itens mágicos. Eles combateriam chefões do crime, assaltantes vindos de outros planos, agentes de organizações malignas que querem dominar o mundo, cultistas que querem despertar deuses antigos. Enfim, ter todas as aventuras que normalmente são retratadas em revistas em quadrinhos, mas com a roupagem de fantasia.

Fala sério! É um jogo de supers esperando para acontecer!

Fala sério! É um jogo de supers esperando para acontecer!

A chegada do Surfista Prateado para avisar o Quarteto Fantástico da chegada do Galactus? Que tal a chegada de um cultista perante um grupo de aventureiros (uma ladina psiônica, um feiticeiro com poderes ligados ao fogo, um mago e um guerreiro que teve a alma transferida para um golem de pedra) para alertá-los da chegada do grande Lorde Devorador vindo do Abysmo?

Guerra Civil por causa do registro dos heróis? Que tal uma guerra entre as guildas e o conselho da cidade sobre a elaboração de uma “licença de aventureiro”?

Enfim, as possibilidades são muitas. E a idéia me empolga bastante. Mas nunca consigo fechar um grupo legal de pessoas que topariam e que possuem a mesma disponibilidade de horário para jogarmos esse jogo.

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E você? Já teve idéias legais de mesclar dois jogos em um?

#RPGaDay2015 – Dia 26: Inspiração preferida para seu jogo

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Apesar do que eu havia prometido no dia 10, não há sentido em apontar uma resposta nacional e outra internacional. Então, hoje vai só uma.

Inspiração preferida para seu jogo: TVTropes.org

Eu gostaria de falar de filmes, músicas ou quadrinhos. Já tirei idéias sensacionais de histórias para mestrar destas fontes. Mas a minha fonte de idéias preferida é, sem dúvidas, o site TVTropes.org.

Para quem não conhece, é um site maravilhoso. Trata-se de uma wiki dedicada a destrinchar “tropes”: clichês/lugares-comuns/recursos narrativos empregados nos roteiros de variadas mídias. Eu realmente acredito que depois que comecei a lê-lo, minha capacidade de criar histórias diferentes e antecipar “surpresas” ao ver filmes/ler livros aumentou bastante. É até meio chato, porque mesmo que eu não consiga adivinhar exatamente o que estava para acontecer, poucas são as vezes em que me sinto genuinamente surpreendido. E não falo isso para me gabar, mas sim para exaltar a variedade e riqueza do conteúdo e das explicações, sempre muito bem relacionadas com outras tropes e cheias de exemplos em diversas mídias diferentes.

Enfim. Se souber inglês, dê uma visita ao site. Dificilmente vai se arrepender.

 

#RPGaDay2015 – Dia 03: Jogo lançado nos últimos 12 meses preferido

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Seguindo o que eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo lançado nos últimos 12 meses preferido (Nacional): Lenda dos Cinco Anéis

Eu nunca escondi que Lenda dos Cinco Anéis é um de meus RPGs preferidos. Desde o lançamento da terceira edição, eu gosto muito do jogo. O cenário é sensacional – apesar de eu não gostar muito da idéia dele avançar de acordo com os campeonatos do card game – e o sistema tem sido bastante refinado e aprimorado. Porém, foi com a quarta edição, que o jogo ficou simplesmente perfeito. Os personagens são extremamente habilidosos, capazes de fazerem os grandes feitos que colorem as lendas japonesas. Mas ao mesmo tempo, o jogo é bastante mortal – basta uma espadada bem dada para seu personagem estar bem mais fácil de derrubar com a próxima. Traduzindo nas regras muito bem o tipo de jogo e o tipo de personagens que são esperados (pelo menos por mim) de um jogo de Lenda dos Cinco Anéis.

E a New Order Editora lançou aqui no Brasil justamente a quarta edição do jogo. A edição que, além de sua perfeição mecânica, é a que me parece ser mais amigável tanto aos jogadores novos quanto aos antigos, fornecendo informações mais genéricas e atemporais, mas sem ser rasa demais. Atualizando o cenário, mas sem forçar demais que os jogos ocorram no tempo atual. Uma preocupação importante para mim, que tenho como época preferida o período da segunda edição – durante as guerras dos clãs, logo após o Golpe do Clã Escorpião.

Enfim, foi um jogo que me deixou bastante feliz de ver lançado em português.

Jogo lançado nos últimos 12 meses preferido (Internacional): D&D 5ª Edição

Esse é o jogo que eu tenho mais jogado no último ano. Ele entra nesta lista por uma tecnicalidade, afinal, seu lançamento foi dia 19 de Agosto e este post está sendo publicado dia 24. Mas, levando em conta que é o post é uma repescagem do dia 3 de Agosto, creio que podemos considerá-lo dentro do prazo.

O novo D&D foi uma surpresa bastante agradável para mim. Eu não estava esperando um jogo tão divertido. Quando li as regras, achei elas simples demais para o que eu normalmente espero de meus jogos de D&D. Mas ainda assim, resolvi dar uma chance e testar mestrar um pouco com ele. Velho. Sério. Foi uma experiência bastante revigorante. Ela não foi apenas “boa”. Ela restaurou a minha fé na linha. E eu tinha perdido a fé no D&D duas vezes, já. Uma com a 3.5, e outra vez com os Essentials.

De fato, apesar de estar numa pausa estratégica de alguns meses, eu estou mestrando D&D desde que os meus livros chegaram e quanto mais eu mestro ou leio a respeito do jogo, mais empolgado eu fico em mestrá-lo. Estou atualmente mestrando uma versão adaptada da campanha Age of Worms e já estou louco para começar a mestrar a série de aventuras de Eberron.

Inclusive, foi essa renovação do D&D que me empolgou de refazer o Covil!

#RPGaDay2015 – Dia 02: Jogo do Kickstarter cujo apoio lhe foi mais prazeroso

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Seguindo o que eu havia prometido no dia 10, vou apontar uma resposta nacional e outra internacional. Vamos lá?

Jogo do Kickstarter cujo apoio lhe foi mais prazeroso (Nacional): 13ª Era

Livro 13a EraEu fiquei bastante chateado de não ter apoiado a campanha de financiamento coletivo deste jogo em sua versão original. Um jogo muito bom, bastante esperto, que toma muitas decisões de design bastante inovadoras e óbvias ao mesmo tempo – como o sistema de ícones, que me lembra muito as mecânicas de alegiance (lealdade/fidelidade) que eu havia visto em algumas adaptações do Sistema d20, com alguns toques das Keys do Shadows of Yesterday – e faz um jogo que me parece ter um sistema com uma curva de aprendizado tranquila e ser bastante suave de mestrar.

Infelizmente, eu não posso confirmar essas suspeitas, porque não mestre nem joguei o 13ª Era ainda. Apenas li o básico e emprestei para um amigo que havia me prometido que mestraria. Mas ele até hoje me enrola com esse jogo que não sai nunca. =/

Espero que agora, com uma versão em português, surjam mais mestres dispostos a tocar um jogo com esse sistema. Porque eu estou louco para jogar essa bagaça.

Inclusive, a campanha de financiamento do 13ª Era em português ainda está rolando no Catarse, em seus dias finais. Se quiser ajudar a trazer esse jogaço para o Brasil, a hora é agora. Eu acho que vai valer bastante a pena ajudar quando essa obra prima do RPG chegar em sua casa. Ainda mais porque quem está trazendo é a New Order Editora, uma novata no mercado que me impressionou primeiro pela ótima seleção de jogos que eles querem trazer (pelo menos metade deles são jogos que eu adoro) e depois pela qualidade foda que colocaram no livro básico do Lenda dos Cinco Anéis (um de meus RPGs preferidos).

Se o jogo for financiado, terá sido um dos meus melhores investimentos em RPG deste ano. E possivelmente o meu preferido de todas as campanhas de financiamento coletivo nacional.

Jogo do Kickstarter cujo apoio lhe foi mais prazeroso (Internacional): Fate

Capa Fate CoreO Fate, lançado aqui no Brasil pela Solar Entretenimento através de uma campanha no Catarse, é um sistema narrativo sensacional. Com um sistema de criação de personagens ultra simples e um sistema integrado que faz com que a própria criação dos personagens já forneça bastante material para o mestre de jogo, ele é relativamente antigo. Vindo do Fudge, ele é o sistema por trás do Espírito do Século, Legends of Anglerre, Diáspora. Porém, a cada incarnação, a cada jogo que ele era usado, o sistema evoluía um pouquinho mais.

Foi com o lançamento do Dresden Files RPG, um jogo simplesmente sensacional baseado em uma série de livros que eu acho muito legal, que eu senti que o sistema amadureceu até o ponto que eu considero perfeito. E aparentemente, os designers concordam, porque foi essa versão do Fate que eles pegaram para lançar como um sistema genérico.

Tão logo foi anunciada a sua campanha de financiamento coletivo no Kickstarter, eu pulei para fazer o pledge. De fato, eu estava tão confiante que seria um negócio muito foda, que eu apoiei para receber dois livros – para poder presentear uma amiga que eu tinha certeza de que gostaria do sistema (e que mestraria, porque eu não sou tão bobo assim). Não me arrependo nem por um instante de ter feito essa escolha. Das poucas vezes que joguei/mestrei o Fate, não teve uma só que eu não tenha me divertido bastante.

Dinheiro muito bem gasto, se você quer saber a minha opinião!